Pequena contribuição sobre arquivos

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Fev 10

As II Jornadas de Arquivos, à semelhança das do ano anterior, vão ao encontro das necessidades dos profissionais da informação. O Município de Albufeira apresenta um conjunto de iniciativas para assinalar o Dia Internacional dos Arquivos. Mais uma vez, pretende-se com este evento proporcionar um espaço de partilha, ref...lexão e debate de ideias e experiências sobre modernização administrativa e gestão da qualidade, arquivos fotográficos, genealogia e descrição documental. Num encontro que reúne especialistas de diversas entidades.

Programa:

Dia 8 de Junho

09h30 - Recepção e Entrega de Documentação

10h00 - Sessão de abertura
Vice-Presidente da C.M. Albufeira | José Carlos Rolo
Presidente da Assembleia Municipal de Albufeira | Carlos Silva e Sousa
Direcção Regional de Cultura do Algarve | Dália Paulo
Sub-Director da DGARQ | Francisco Barbedo
Director do Arquivo Distrital de Faro | João Sabóia

Painel I - Modernização administrativa e gestão da qualidade
10h45 - Moderação - Nelson Vaquinhas |
11h00 - Informação, Modernização e Qualidade: um trinómio estratégico - Manuela Pinto | Univ. do Porto
11h30 - O contributo da arquivística para a gestão da qualidade - Carlos Guardado da Silva | Arq. Municipal de Torres Vedras
12h00 - Debate

12h30 - Almoço livre

Painel II - Preservação do património fotográfico
14h30 - Moderação - Sónia Negrão | Arq. Histórico de Albufeira
14h45 - Luís Pavão | Arq. Fotográfico Municipal de Lisboa
15h15 - Cármen Almeida | Arq. Fotográfico Municipal de Évora
15h45 - Pausa para café
16h15 - Debate

17h00 - Exposição de Fotografias "Arquivos Habitados - acervo metaphorical", de Rui Gregório

Dia 9 de Junho

09h30 : 13h00 - Workshop "Descrição Documental" - Lucília Runa | DGARQ
10h30 - Intervalo (café livre)

13h00 - Almoço livre

14h00 - A Genealogia e o desenvolvimento do Algarve - Miguel Côrte-Real | Univ. Lusíada
14h30 - Apresentação do Projecto de Genealogia do Algarve | Nuno Campos Inácio

Inscrição prévia | Entrada gratuita | Lotação limitada de lugares da sala.
Contactos: arquivo.historico@cm-albufeira.pt / 289 598 830

Para mais informações consulte: http://www.cm-albufeira.pt/portal_autarquico/albufeira/v_pt-PT/menu_municipe/servicos_municipais/arquivo_historico/Eventos/

 

publicado por Sonia Negrao às 19:42

Apesar de ser um blog sobre Arquivos, há determinadas questões que não se devem deixar passar, e esta é uma delas. Assim deixo aqui o comunicado da ANIMAL que recebi por mail.

 

 

O Futuro da Cultura em Portugal: Ministério da Tortura; Para breve?
 
Tal como anunciado, o Ministério da Cultura, na pessoa da Ministra Gabriela Canavilhas, criou *mais* uma secção dedicada à tauromaquia. Note-se que o Presidente desta secção é o Inspector-Geral das Actividades Culturais, o que não é muito chocante, visto que a anterior Inspectora-Geral era assumidamente aficionada das touradas, e não fazia esforço algum para disfarçar a sua falta de neutralidade. Seguindo esta linha de coerência do Governo, e dada a questionável isenção dos seus agentes, não parece assim tão descabido imaginar um matador de touros e um forcado no lugar de Secretários de Estado da Cultura, passando o Ministério da Cultura a chamar-se Ministério da Tortura. Desta forma, a pouca-vergonha que já está instalada passaria a ser oficial.
 
As sociedades modernas tendem a tornar-se cada vez mais civilizadas, abolindo, gradualmente, práticas medievais que as envergonham perante si próprias e perante o mundo, e cujo lugar deve apenas pertencer ao passado. Independentemente dos prazeres pessoais de cada cidadão, que, obviamente, tem todo o direito de apreciar o que quer que aprecie, embora, em casos como o que está em apreço, estes devam ser guardados para si, ou, eventualmente, e consoante os casos, ser alvo de análise psiquiátrica, o facto é que, a sociedade não pode, nem deve, a bem da evolução civilizacional e moral, considerar aceitáveis, muito menos oficializar, práticas que impliquem a exploração e/ou sofrimento de quem não se pode representar a si próprio nem escolher participar nelas.
Em pleno século XXI chega a ser ofensivo discutir-se o sofrimento dos outros animais (que não os humanos), como se a ciência não estivesse já evoluída ao ponto de recusar a ideia bacoca de que a capacidade de experienciar dor, angústia e/ou sofrimento deve somente ser atribuída aos animais-humanos. Introduzir esse tópico na discussão acerca da eventual legitimidade da existência de espectáculos sanguinários é uma manobra de diversão, muito usada por parte dos que defendem tais práticas, embora, na verdade, já nem esses acreditem em tal despautério, embora, pela total falta de argumentos para defender o sadismo que os caracteriza, continuem a insistir no dito argumento falacioso. Uma outra manobra de diversão vastamente utilizada é, a de que, sem a indústria que dá vida, tortura, e de seguida, morte (ou reciclagem, dada a crise), a espécie (???) do touro bravo (???), esta extinguir-se-á. Portanto, de acordo com este pressuposto, o que está aqui em causa afinal é a salvação através da tortura… Pois bem, não fosse esta última ideia absurda quanto bastasse, há ainda por esclarecer por parte da indústria em causa, que ramo da Biologia caracteriza o touro como uma espécie, e, já agora, que ecossistema é que depende desta. Obviamente que, na eventualidade de se quererem manter estes animais (que não são mais do que bois não castrados e seleccionados de acordo com as características preferidas dos que destes beneficiam financeiramente), não seria, obviamente, através das touradas. Seria perfeitamente possível manter estes animais em regime de santuário, protegendo-os. Apenas em jeito de nota de rodapé, extinguir uma espécie, sub-espécie, ou agrupamento de animais, não significa exterminá-los.
Lamentavelmente, nem sempre o que é considerado legal (do ponto de vista do Direito) é moralmente admissível. O Direito tende a acompanhar o progresso das civilizações, contudo, não é sempre justo. O facto de determinada actividade estar dentro dos termos da Lei, não faz, por si só, com que ela seja obrigatoriamente aceitável do ponto de vista ético. A História tem-nos mostrado inúmeros bárbaros costumes, que estavam perfeitamente legalizados, e que se foram tornando ilegais, à medida que fomos evoluindo intelectual e moralmente.  
 Infelizmente, as vítimas da tauromaquia (caso que aqui analisamos) são silenciosas; não podem falar do que sentem, e, assim, comprovar a veracidade dos argumentos dos seus defensores. Todavia, os referidos defensores *podem*, e *devem*, fazê-lo.
Não é incomum verem-se milhares de pessoas na rua, a manifestarem-se; Não é incomum ouvirem-se, na televisão e na rádio, intervenções de cidadãos indignados; Não é incomum lerem-se, na imprensa escrita, artigos de opinião e cartas de leitores. O que é incomum é verem-se similares declarações acontecerem em defesa dos interesses de outros, que não nós próprios.
É exactamente para contrariar a tendência acima referida que a ANIMAL vos vem convocar para um exercício conjunto de altruísmo. Independentemente de ser uma/um cidadã/cidadão anónima/o, fazer parte de um grupo informal, de uma associação legalmente constituída, de simpatizar mais ou menos com a organização que organiza o protesto, se é uma/um protectora/protector dos animais, compareça. Faça-o *pelos animais* e por mais ninguém. 
Porque não chega escrever, porque não adianta lamentar, e porque desistir não é uma opção, saia para a rua, no dia 10 de Abril, sábado, e venha mostrar ao país que a maioria silenciosa tem rosto. O tempo é agora!
Daremos mais notícias acerca deste grande protesto, muito em breve.
Rita Silva
Presidente da ANIMAL

 

Dá que pensar, não é?

 

SN

 

publicado por Sonia Negrao às 19:35

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